Vivendo em sociedade, os homens, constantemente, estabelecem relações de produção, troca e convívio com seus semelhantes, o que, não raramente, gera conflitos, bastando para isso que um deles entenda que um direito a ele pertinente tenha sido afrontado pelo outro, instaurando-se assim um choque de interesses, que por diversas vezes há de ser dirimido pelo Poder Judiciário.

O mesmo ocorre com as empresas, que nada mais são do que entes aos quais o direito concede o status de pessoa. Contudo, no Direito Brasileiro, em especial, salvo raras exceções, não se admite o jus postulandi, que seria o direito do próprio ofendido defender judicialmente seu direito supostamente violado por outrem.

Logo, faz-se necessário que se recorra a alguém habilitado para tal, que, in casu, é o Advogado, reconhecido inclusive pela Constituição da República como sendo indispensável à administração da justiça (art. 133 CF/88).

Entretanto, a atuação do advogado não se prende única e exclusivamente à defesa em juízo dos direitos de se outorgante, senão vejamos o próprio Estatuto da Advocacia, Lei nº 8.906/94, que prevê como atividades privativas da advocacia, “a consultoria, a assessoria e direção jurídica”.